sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Hibernate

No que diz respeito aos frameworks de persistência de dados para Java, o Hibernate - que é uma solução open-source - é hoje em dia um dos mais utilizados, principalmente em se tratando de tecnologias que implementam o padrão JPA. De fato, o Hibernate foi a inspiração para o desenvolvimento da especificação JPA.

De forma geral, o Hibernate pode ser definido como sendo uma ferramenta de mapeamento objeto-relacional*. Essas ferramentas são muitas vezes identificadas pela sua sigla em inglês "ORM" (Object-relational mapping).

De forma simplista, o Hibernate abstrai o código SQL, que é gerado em tempo de execução pelo framework para diferentes bancos de dados. Com isso, ele facilita o desenvolvimento de um sistema orientado a objetos, facilitando também sua legibilidade, manutenção e migração para outros bancos, podendo diminuir o custo dos projetos.

Obs.: Na verdade, hoje em dia, o Hibernate é uma coleção de projetos relacionados, vinculados à comunidade JBoss, que normalmente manipulam modelos baseados em objetos POJO. Dentre esses projetos, o mais clássico é o framework de persistência que está sendo tratado nesse post, o Hibernate ORM (ou, simplesmente, Hibernate). Outros projetos, como o Hibernate Search, o Hibernate Shards, o Hibernate Metamodel Generator, o Hibernate OGM e o Hibernate Validator, também fazem parte dessa coleção de projetos.

No momento em que foi escrito esse post, a versão estável mais atual do Hibernate é a 4.1. A versão 4 possui algumas diferenças em relação à versão 3, que é mais utilizada no mercado; mas essas diferenças serão exploradas em posts futuros.

A última versão do Hibernate pode ser baixada aqui, ou - utilizando Maven - através desse repositório. A documentação oficial (em inglês), tanto da versão 3 quanto da 4, podem ser encontradas aqui.

Bom, nada do que foi dito neste post é novidade, mas a intenção é que ele seja um ponto de início para futuros posts envolvendo o framework Hibernate.

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